Evangelium secundum Marcum VI I–VI
I. Et egressus inde abiit in patriam suam et sequuntur illum discipuli sui.
Ao sair, Ele retorna à origem manifesta, não como quem repete, mas como quem revela o que permanece. Os que O seguem são conduzidos ao princípio que sustém o presente.
II. Et facto sabbato coepit in synagoga docere et multi audientes admirabantur dicentes Unde huic haec omnia et quae est sapientia quae data est illi et virtutes tales quae per manus eius efficiuntur.
No repouso consagrado, a palavra se oferece como presença que suspende a sucessão e faz emergir o sentido que habita o agora pleno.
III. Nonne hic est faber filius Mariae frater Iacobi et Ioseph et Iudae et Simonis nonne et sorores eius hic nobiscum sunt et scandalizabantur in illo.
Quando o olhar se fixa na superfície, o mistério oculto no comum permanece encoberto.
IV. Et dicebat eis Iesus Quia non est propheta sine honore nisi in patria sua et in cognatione sua et in domo sua.
A verdade encontra resistência onde o costume substitui a atenção interior.
V. Et non poterat ibi virtutem ullam facere nisi paucos infirmos imponens manus sanavit.
O dom não se impõe onde a abertura se fecha, mas permanece como possibilidade silenciosa.
VI. Et mirabatur propter incredulitatem eorum et circuibat castella in circuitu docens.
O ensinamento continua, pois o chamado não depende da resposta imediata.
Verbum Domini
Reflexão:
A presença não exige reconhecimento para permanecer.
O excesso de familiaridade pode obscurecer o essencial.
A escuta verdadeira nasce do recolhimento interior.
Nem toda recusa interrompe o sentido do caminho.
O bem se manifesta onde a vontade consente.
A firmeza do espírito sustenta o avanço sem ruído.
O ensinamento persevera além da aceitação.
Assim o ser aprende a permanecer no que é necessário.
Versículo mais importante:
IV. Et dicebat eis Iesus Quia non est propheta sine honore nisi in patria sua et in cognatione sua et in domo sua.
Disse-lhes Jesus que a verdade não carece de valor em si, mas encontra resistência onde o olhar se fixa no já conhecido. Quando o hábito domina a percepção, o eterno que se oferece no presente não é reconhecido. Assim, a palavra permanece íntegra, mesmo quando o instante não se abre para acolhê-la. (Mc 6,4)
Leia também:
#LiturgiaDaPalavra
#EvangelhoDoDia
#ReflexãoDoEvangelho
#IgrejaCatólica
#Homilia
#Orações
#Santo do dia






